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Mostrando postagens com o rótulo Extrema Direita

Que risco corremos? | Com Celso Rocha de Barros | 125

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A escalada autoritária de Bolsonaro só cresce, tendo como seu alvo preferencial o Poder Judiciário ou, mais exatamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A condenação do deputado federal bolsonarista, Daniel Silveira, a quase nove anos de cadeia por ameaças a ministros do STF e ao próprio tribunal teve como resposta uma nova afronta do presidente da República à corte, com a graça concedida por Bolsonaro a seu aliado .   Depois disso, nova crise adveio da observação pelo ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente do TSE, de que as Forças Armadas têm sido orientadas (pelo presidente da República, seu comandante em chefe) a desacreditar o processo eleitoral. O Ministério da Defesa emitiu uma nota agressiva contra Barroso, afirmando ter ele as ofendido . Em meio a isso tudo o STF toma novas decisões contrárias aos interesses do governo ( como as relativas à sua política ambiental ) e se vê às voltas com a questão de como lidar com a situa

As eleições na França | Com Mathias Alencastro | 123

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O primeiro turno da eleição presidencial francesa foi muito disputado. Três candidatos dividiram de forma quase igual três quartos do  eleitorado: Emmanuel Macron, Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon. Esse resultado é mais uma demonstração do ocaso dos dois partidos  tradicionais franceses, os Republicanos (de Direita) e o Partido  Socialista (de Esquerda).   Macron, presidente incumbente, de centro, está à frente de uma  agremiação novíssima, centrada em sua personalidade mais que numa  estrutura orgânica. Le Pen chefia a agremiação de extrema-direita herdada de seu pai, Jean  Marie, à qual tenta conferir uma aparência menos radical, sem contudo  mudar sua substância ideológica. Já Mélenchon, que ficou de fora do segundo turno, lidera uma organização  da "esquerda de confrontação", que toma o lugar dos Socialistas e dá  novo feitio à atuação nesse âmbito do espectro ideológico. O que significam os resultados dessa eleição? O que se pode esperar da  política f

Chapa Lula-Alckmin lembra a aliança das Diretas Já | Artigo no blog do #FPNS na CartaCapital

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   Uma junção entre adversários que ainda se reconhecem nessa condição só faz sentido se o que os une for bem maior e bem mais importante do que aquilo que os separa.      Clique na imagem para ler o artigo no site da CartaCapital

Eleições 2022 | Quais são as tendências? | Com Carolina Botelho & Fernando Abrucio | 120

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Há algumas semanas diversas pesquisas apontavam o que parecia ser uma recuperação de Bolsonaro, tanto nas avaliações de seu governo, quanto em suas intenções de voto.   Essa percepção que lentamente se construía com diversas pesquisas, realizadas mensalmente, ou mesmo quinzenalmente, foi reforçada pelo levantamento do DataFolha : comparada a dezembro, a diferença entre Lula e Bolsonaro caiu de 26 pontos percentuais para "apenas" 17 no primeiro turno. Contudo, nem todos os institutos confirmam cabalmente essa percepção. Primeiro porque em vários casos a oscilação ocorre sempre dentro das margens de erro entre um levantamento e outro. Depois porque a pesquisa do IPESPE , divulgada um dia após o DataFolha, mostra um estancamento da melhora de Bolsonaro. A que se devem essas oscilações? Por que a situação de Bolsonaro iniciou uma melhora que agora parece estancar? Para discutir essas questões este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebeu dois convidados. Uma é Carolina Bote

Do integralismo ao bolsonarismo | com Leandro Pereira Gonçalves & Odilon Caldeira Neto | 116

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O Brasil teve o maior movimento fascista das Américas, o Integralismo, liderado por Plínio Salgado e com importante atuação na primeira metade do século XX.    Quase um século depois, chega ao poder o extremista de direita Jair Bolsonaro, que conta com o apoio de novos integralistas, atuantes em organizações que procuram reviver esse fascismo brasileiro do passado.  Mas o que foi o integralismo, esse velho fascismo? E de que forma sua história nos auxilia a entender o que é o neofascismo hoje atuante no Brasil? Que ligações há entre o integralismo e o bolsonarismo?  Para responder a essas perguntas, os convidados deste #ForadaPolíticaNãoháSalvação são Leandro Pereira Gonçalves & Odilon Caldeira Neto, historiadores e professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), além de pesquisadores do LAHPS, o Laboratório de História Política e Social.  Eles são autores do livro O Fascismo em Camisas Verdes: do Integralismo ao Neointegralismo , publicado pela Editora da FGV

Olavo morreu. E agora? Com Michele Prado | #113

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A morte de Olavo de Carvalho deixou a extrema-direita brasileira, e o bolsonarismo em particular, sem seu principal formulador intelectual. Qual o significado da perda desse quadro para esses setores políticos? Para entender esse problema, inclusive compreendendo as influências da extrema-direita mundo afora, o #ForadaPolíticaNãoháSalvação conversou com Michele Prado, autora do livro "Tempestade Ideológica. Bolsonarismo: a Alt-Right e o Populismo Iliberal no Brasil". Nesse trabalho, a autora estuda as origens do pensamento de Olavo de Carvalho e suas influências no bolsonarismo, bem como as relações entre ambos e a extrema-direita internacional – temas de que tratou também em nossa conversa. O livro pode ser adquirido no seguinte site:  https://tempestadeideologica.lojavirtualnuvem.com.br/  ou contatando diretamente a autora por meio do Twitter: @MichelePradoBa Leia o blog do #FPNS no Site da CartaCapital. Apoie o #ForadaPolíticaNãoháSalvação e ajude o canal a se manter e mel

O governo dos invertidos | publicado originalmente no Valor Econômico em 17.12.2020

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O governo dos invertidos O governo Bolsonaro não tem interesse no sucesso da vacinação contra a Covid-19; por isso, sabota-a todo o tempo Num dos episódios do ótimo podcast produzido pela Revista Piauí, “Retrato Narrado”, sobre a vida de Jair Bolsonaro, um dos amigos de juventude do atual presidente da República revela a forma como era conhecido quando garoto pelos amigos do Vale do Ribeira: invertido. O apelido se devia ao peculiar raciocínio do jovem Jair, na percepção dos conterrâneos. Pode-se dizer que essa lógica invertida o acompanhou ao longo da vida e, sem dúvida, caracteriza seu governo. E, se há uma área em que tal inversão se revela de forma cabal, é a política de saúde, ao lidar com a Covid-19. A lógica do governo sabota as suas próprias políticas Preocupado com os efeitos da doença sobre a economia, o presidente instou os brasileiros a não esmorecer, como fariam “maricas”. Em vez disso, conclamou todos a enfrentarem de peito aberto a “gripezinha”, continuando a trabalhar

A disputa na direita, com Lúcio Rennó | #110

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No intervalo de duas semanas, Sérgio Moro foi lançado pré-candidato à presidência pelo Podemos, o PSDB realizou suas prévias, definindo João Dória como seu postulante, e Jair Bolsonaro se filiou ao PL de Valdemar Costa Neto – além da bem menos ruidosa filiação de Rodrigo Pacheco ao PSD. Desse modo,  a direita política sacramentava quatro novos concorrentes à chefia de governo em 2022. Não são candidatos demais ? A candidatura de Rodrigo Pacheco não parece ser para valer, ao menos quanto às suas chances reais de embolar a disputa. Assim, as atenções se voltam para os outros postulantes, com destaque para a polarização entre Sérgio Moro e Jair Bolsonaro, ex-aliados. O presidente extremista e o ex-juiz justiceiro disputam entre si não apenas a liderança no campo direitista, mas também o protagonismo da condição de principal postulante anti-Lula – que por ora lidera todas as pesquisas de intenção de voto. João Dória, bem mais atrás nas pesquisas, corre por fora. Como compreender a natureza