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Mostrando postagens com o rótulo Partidos Políticos

As eleições e os arranjos regionais | com Carlos Souza & João Paulo Viana | 127

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Enquanto as pesquisas de intenção de voto indicam uma grande estabilidade na disputa presidencial, com a bipolarização entre Lula e Bolsonaro se solidificando, os candidatos buscam construir alianças nos Estados. Tanto os presidenciáveis querem reforçar sua posição em nível regional, como os candidatos a governador e ao Congresso querem se beneficiar do alinhamento com candidatos presidenciais fortes.   O que se pode dizer sobre esse processo? Qual o sentido das alianças tentadas, mas nem sempre concretizadas? Com um olhar no nacional e outro no regional, em especial para a região Norte do país, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebe dois convidados, ambos cientistas políticos. Um é Carlos Souza , professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e pesquisador da área de partidos e eleições. O outro é João Paulo Viana , professor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que também trabalha com esse tema. Ambos são pesquisadores do LEGAL, o Laboratório de Estudos Geopolít

As eleições na França | Com Mathias Alencastro | 123

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O primeiro turno da eleição presidencial francesa foi muito disputado. Três candidatos dividiram de forma quase igual três quartos do  eleitorado: Emmanuel Macron, Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon. Esse resultado é mais uma demonstração do ocaso dos dois partidos  tradicionais franceses, os Republicanos (de Direita) e o Partido  Socialista (de Esquerda).   Macron, presidente incumbente, de centro, está à frente de uma  agremiação novíssima, centrada em sua personalidade mais que numa  estrutura orgânica. Le Pen chefia a agremiação de extrema-direita herdada de seu pai, Jean  Marie, à qual tenta conferir uma aparência menos radical, sem contudo  mudar sua substância ideológica. Já Mélenchon, que ficou de fora do segundo turno, lidera uma organização  da "esquerda de confrontação", que toma o lugar dos Socialistas e dá  novo feitio à atuação nesse âmbito do espectro ideológico. O que significam os resultados dessa eleição? O que se pode esperar da  política f

As eleições depois da janela | Com Julian Borba & Sérgio Braga | 122

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Após muitas trocas de partidos, com congressistas, deputados estaduais e outros políticos mudando suas filiações, as eleições de 2022 ganham contornos mais definidos nos níveis nacional e estadual. As agremiações da base do governo federal, Partido Liberal (PL), Progressistas (PP) e Republicanos (PRB) foram os maiores beneficiários do troca-troca partidário, aumentando significativamente suas bancadas na Câmara, com reflexos em Assembleias Legislativas estaduais.   Com isso, Jair Bolsonaro consolida sua base congressual de sustentação, concentrando o Centrão em torno desses três partidos de adesão – apesar do papel adesista que ainda desempenham parcelas substanciais de MDB, PSD, PSDB e alguns partidos menores, fadados a desaparecer. Aliás, vale registrar que desapareceram seis agremiações nanicas com deputados eleitos em 2018. Com as novas regras eleitorais e partidárias, essa é uma tendência, o que aumenta a importância do crescimento desse núcleo duro do Centrão bolso

Eleições 2022 | Quais são as tendências? | Com Carolina Botelho & Fernando Abrucio | 120

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Há algumas semanas diversas pesquisas apontavam o que parecia ser uma recuperação de Bolsonaro, tanto nas avaliações de seu governo, quanto em suas intenções de voto.   Essa percepção que lentamente se construía com diversas pesquisas, realizadas mensalmente, ou mesmo quinzenalmente, foi reforçada pelo levantamento do DataFolha : comparada a dezembro, a diferença entre Lula e Bolsonaro caiu de 26 pontos percentuais para "apenas" 17 no primeiro turno. Contudo, nem todos os institutos confirmam cabalmente essa percepção. Primeiro porque em vários casos a oscilação ocorre sempre dentro das margens de erro entre um levantamento e outro. Depois porque a pesquisa do IPESPE , divulgada um dia após o DataFolha, mostra um estancamento da melhora de Bolsonaro. A que se devem essas oscilações? Por que a situação de Bolsonaro iniciou uma melhora que agora parece estancar? Para discutir essas questões este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebeu dois convidados. Uma é Carolina Bote

Eleições 2022: o Nacional e o Regional, com Monalisa Torres & Vitor Sandes | 118

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Saem novas pesquisas e candidatos saem de cena. O cenário é estável, embora com uma aparente e pequena recuperação de Bolsonaro. O que esperar? Há também a disputa nos estados, que é importante para as campanhas presidenciais e, ainda mais neste momento, para a formação de possíveis federações partidárias. Contudo, as federações partidárias parecem enfrentar dificuldades postas pelo federalismo partidário, já que os partidos – em especial os grandes – têm objetivos estaduais que tornam improvável a formação de uma união durável entre as agremiações. Para compreender esses temas, com um olhar especial para disputas regionais, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação tem como convidados Monalisa Torres, cientista política e professora da UECE, e Vitor Sandes, cientista político e professora da UFPI. As músicas deste episódio são "The Gentlemen", do DivKid, e "Island Dream", de Chris Haugen. Ouça no podcast! Agradeço aos novos apoiadores do canal: Erre Jota Mello, Fernanda de

Ingenuidade é inaceitável para políticos profissionais. Cinismo e covardia talvez sejam - Artigo no blog do #FPNS na CartaCapital

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Meu artigo no blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site de CartaCapital . Para ler, clique na imagem. Foto: Pedro França - Agência Senado

Lula & Alckmin, com Maria do Socorro Braga & Carlos Ranulfo Melo | #111

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Com a corrida para as eleições de 2022 a toda, aumentam as movimentações dos pré-candidatos e as especulações sobre o que vem por aí. Um dos elementos novos é a possibilidade de uma chapa Lula-Alckmin para a disputa presidencial. Com isso, os ex-adversários se tornariam aliados, dando um colorido inesperado às alianças eleitorais. Para Lula e o PT, a aproximação com Alckmin significa uma clara inflexão ao centro e uma demonstração de moderação política – afastando a ideia dos "dois extremos". Para Alckmin é uma oportunidade de retomar papel importante na política nacional após a dolorida derrota de 2018, quando ficou apenas no quarto lugar e obteve menos de 5% dos votos – o pior desempenho de um candidato tucano na história.  Essa movimentação, contudo, é apenas a face mais vistosa de uma agitada movimentação partidária, inclusive rumo à constituição de Federações de Partidos. Para analisar todo esse cenário, o #ForadaPolíticaNãoháSalvação  recebe dois cientistas políticos de