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Em sua primeira viagem aos Estados Unidos como presidente, em março de 2019, Jair Bolsonaro afirmou: "Nós temos é que desconstruir muita coisa, desfazer muita coisa, para depois nós começarmos a fazer" . Seu governo é evidência cabal de que tal objetivo de desconstrução – ou de destruição – tem sido seguido diligentemente nas mais diversas áreas da administração pública, em especial aquelas contra as quais o bolsonarismo promove sua guerra: meio-ambiente, cultura, relações internacionais, educação, ciência, mas não só.   Uma das faces dessa desconstrução é o ataque e o assédio ao funcionalismo público , ou seja, à burocracia de Estado. A criação de listas negras (ou, no caso, "vermelhas"), a nomeação de pessoal incompetente para certos setores, a militarização, o autoritarismo nas relações de trabalho, a humilhação de servidores. Essas e outras ações compõem o cenário dessa destruição administrativa. Para compreender tal situação este #ForadaPolíticaNãohá

Que risco corremos? | Com Celso Rocha de Barros | 125

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A escalada autoritária de Bolsonaro só cresce, tendo como seu alvo preferencial o Poder Judiciário ou, mais exatamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A condenação do deputado federal bolsonarista, Daniel Silveira, a quase nove anos de cadeia por ameaças a ministros do STF e ao próprio tribunal teve como resposta uma nova afronta do presidente da República à corte, com a graça concedida por Bolsonaro a seu aliado .   Depois disso, nova crise adveio da observação pelo ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente do TSE, de que as Forças Armadas têm sido orientadas (pelo presidente da República, seu comandante em chefe) a desacreditar o processo eleitoral. O Ministério da Defesa emitiu uma nota agressiva contra Barroso, afirmando ter ele as ofendido . Em meio a isso tudo o STF toma novas decisões contrárias aos interesses do governo ( como as relativas à sua política ambiental ) e se vê às voltas com a questão de como lidar com a situa

Bolsonarismo: linguagem da destruição | Com Miguel Lago | 124

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O que explica a resiliência de Jair Bolsonaro, que apesar do desastre como governo e na provisão de políticas públicas, mantém uma considerável popularidade e assegura ao mandatário um patamar considerável de intenções de voto? A oposição se vê atônita com a forma de agir do ex-capitão do Exército, marcada pelo uso da hiperconectividade das redes sociais e lançando mão de uma política mística, tanto para governar como para amealhar o apoio de uma base social fiel – em vários sentidos que a palavra "fiel" comporta.   Trata-se de um governo reacionário, voltado à "destruição como forma de constituição de uma utopia regressiva" – como enunciado na introdução ao livro. Destrói-se o Estado administrativo brasileiro, suas instituições e suas políticas. Mas há algo a ser construído? Se houver, do que se trata? O bolsonarismo fala muito de liberdade. Porém, qual a noção de liberdade bolsonaresca? Seria a de fazer "o que der na telha"? Seria a liber

Teorias da Conspiração | com Mathieu Turgeon & Carlos Oliveira | 121 |

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Muito se fala que certas interpretações sobre o que ocorre no mundo nas mais diversas áreas, em especial na política, são teorias da conspiração. Mas o que são teorias da conspiração? Quando se trata apenas de uma teoria sem fundamento na realidade, ou quando há de fato conspirações ocorrendo?   Quem produz mais teorias da conspiração? Quem as consome mais? Teorias da conspiração podem ser danosas à democracia, embora nem todas sejam. Embora pudessem ser principalmente produtos de setores socialmente subalternos, de oposições ou de perdedores políticos, nem sempre é assim. Cada vez mais governos recorrem a teorias da conspiração como procedimento usual de governo. Para discutir esses e outros aspectos das teorias da conspiração, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou dois cientistas políticos. Mathieu Turgeon, professor da Western University em Ontário, no Canadá, e Carlos Oliveira, âncora da TV Câmara e professor voluntário no Instituto de Ciência Política da UnB.

Chapa Lula-Alckmin lembra a aliança das Diretas Já | Artigo no blog do #FPNS na CartaCapital

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   Uma junção entre adversários que ainda se reconhecem nessa condição só faz sentido se o que os une for bem maior e bem mais importante do que aquilo que os separa.      Clique na imagem para ler o artigo no site da CartaCapital

Compaixão: a ética salva, com Renato Janine Ribeiro | #112

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A ética salva? A pandemia da Covid-19 colocou para nós, brasileiros, assim como para o mundo todo, desafios muito grandes. E tudo poderia ter sido ainda pior se não tivéssemos condições científicas e tecnológicas antes inexistentes para enfrentar esse problema, bem como a compaixão por aqueles que sofrem. Essas duas questões são discutidas por Renato Janine Ribeiro, professor titular de Ética e Filosofia Política da USP, ex-ministro da Educação e atual presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ele as trata em seu novo livro:  Duas ideias filosóficas e a pandemia, publicado pela Estação Liberdade . Neste episódio do #ForadaPolíticaNãoháSalvação,  Renato Janine Ribeiro discute esses temas, partindo de duas noções, de Jean-Jacques Rousseau e Karl Marx , como forma de compreender problemas centrais da política contemporânea. Ele aponta que a democracia não é um mero instrumento prático para a tomada de decisões políticas, mas contempla uma dimensão ética, em qu

Por que há resistência em reconhecer o autoritarismo em Cuba, Nicarágua e Venezuela? publicado no blog do #FPNS na CartaCapital

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A razão está numa dificuldade que não é exclusiva de Lula ou do PT, mas compartilhada por grande parte da esquerda democrática mundo afora. Leia no blog do #FPNS na CartaCapital

#ForadaPolíticaNãoháSalvação é premiado pela ANPOCS

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O #ForadaPolíticaNãoháSalvação foi agraciado com uma menção honrosa no Prêmio ANPOCS de Divulgação Científica em Ciências Sociais.  O reconhecimento do trabalho feito neste um ano e meio de existência do Canal e do Podcast é uma motivação a mais para seguir na labuta, promovendo discussões de excelência do amplo campo das ciências sociais, contemplando a pluridisciplinaridade necessária para dar conta das diversas dimensões que o fenômeno da política contempla. E, claro, para seguir com o compromisso de difusão científica acerca da política indissociável da defesa da Democracia, do Estado de Direito e dos Direitos Humanos. O vídeo da premiação está disponível no canal do YouTube da ANPOCS e é reproduzido aqui, a partir do momento em que são anunciados os prêmios da categoria em que concorreu o #FPNS – a de material de divulgação científica produzido por docentes da área de ciências sociais. Claro que, além do anúncio do prêmio pelos organizadores do concurso, há também algumas palavrin